Roma e Brasília – por Francesca Felici

Depois da performance do Thiago, foi a vez de Francesca Felici falar sobre Roma e Brasília. Ela já mora há alguns anos na nossa capital e, pelo que pude perceber, gosta muito. É sempre interessante ouvir as impressões que Brasília deixa naqueles que vieram de outros cantos. É natural que comparemos o novo lugar com os nossos referenciais que, na maioria das vezes, estão na cidade onde nascemos. No caso de Francesca, o ponto de comparação é Roma. No meu caso, é Curitiba. E assim Brasília vai gerando mapas mentais multifacetados. Logo abaixo estão algumas imagens de Roma e Brasília que fizeram parte do livro de visitas, assim como o texto de Francesca em vídeo.





*Fotografia de Gabriel Romeo e filmagem de Massimo Massaglia.
Marco
Esse desenho animado é da década de 70. Ao buscar referências de viagens e viajantes relacionados com a minha trajetória, lembrei, graças ao homônimo Marco Polo, que existia o Marco: menino imigrante que, aos 12 anos, embarca num navio em direção à América do Sul – tal qual meu pai, o viajante mais próximo a mim que com a mesma idade veio parar no Brasil, em 1964. A vida é mesmo um ciclo, quando menos esperamos, lá estamos nós fuçando no início de tudo.
Mário Sassi
Brasília: “Será um centro de irradiação espiritual porque é uma cidade iniciática. As intervenções de Niemeyer, Lúcio Costa e Juscelino promoveram uma triangulação de forças e sua construção obedeceu a um plano maior em que a manipulação de energias é natural. As distorções arquitetônicas impostas por um outro, no entanto, interferem nesse equilíbrio”.
Alvorada: “A Cidade da Paz é um desses sintomas da predestinação de Brasília como centro irradiador de energia espiritual, não doutrinária. Sua concepção, assim como Brasília e o Brasil, atravessa no momento uma fase de transição”.
Gente de Brasília. Brasília: Correio Brasiliense, 1988. p. 68
Nélio José Nicolai
“Me lembra Juscelino Kubitschek. Significa mudança, modernização do Brasil. O País mudou depois de Brasília. Vim para trabalhar e acabei ficando, atraído por seu magnetismo”.
Gente de Brasília. Brasília: Correio Brasiliense, 1988. p. 63