Mário Sassi
Brasília: “Será um centro de irradiação espiritual porque é uma cidade iniciática. As intervenções de Niemeyer, Lúcio Costa e Juscelino promoveram uma triangulação de forças e sua construção obedeceu a um plano maior em que a manipulação de energias é natural. As distorções arquitetônicas impostas por um outro, no entanto, interferem nesse equilíbrio”.
Alvorada: “A Cidade da Paz é um desses sintomas da predestinação de Brasília como centro irradiador de energia espiritual, não doutrinária. Sua concepção, assim como Brasília e o Brasil, atravessa no momento uma fase de transição”.
Gente de Brasília. Brasília: Correio Brasiliense, 1988. p. 68
Nélio José Nicolai
“Me lembra Juscelino Kubitschek. Significa mudança, modernização do Brasil. O País mudou depois de Brasília. Vim para trabalhar e acabei ficando, atraído por seu magnetismo”.
Gente de Brasília. Brasília: Correio Brasiliense, 1988. p. 63
Saburo Onoyama
“Impossível deixar de sentir a energia transcendental que emana do Planalto Central. Ela ainda é a Capital da Esperança, apesar da correria atrás do dinheiro e da perda de parte do idealismo que marcou sua implantação”.
Gente de Brasília. Brasília: Correio Brasiliense, 1988. p. 20
Odette Ernest Dias
“O Plano Piloto é um hotel de luxo e os trabalhadores estão em volta. Brasília é uma cidade barroca, no que se refere ao poder. Versaille foi criada com o mesmo espírito. As invasões são tentativas de romper com isso tudo. A grandiosidade me cansa”.
Gente de Brasília. Brasília: Correio Brasiliense, 1988. p. 14
Renato Matos
“África mãe de todas as nações
Brasília filha da Arquitetura
E são todas as culturas
E são tantas as criaturas,
Mas a tribo é uma só”
Gente de Brasília. Brasília: Correio Brasiliense, 1988. p. 52
“Todo mundo tem uma pressa que Brasília exploda em termos culturais” – diz Renato – “mas só a cidade é quem vai dizer que cultura é essa”. Brasília é tão capital do rock quanto São Paulo, Rio, ou Nova Iorque. É um folclore americano no mundo. “Hoje tem mãe levando filho ao rock, como levava pras aulas de karatê”, brinca.
Brasília: “Um ParkShopping no Goiás”.
Gente de Brasília. Brasília: Correio Brasiliense, 1988. p. 53
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